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Design de produto em uma plataforma de logística operacional
Shippy
A Shippy opera no centro da logística de e-commerces. Cada decisão de frete afeta custo, prazo e margem em tempo real. Nesse tipo de sistema, erro não aparece no fim do fluxo. Ele aparece na operação, em retrabalho, atraso e perda financeira.
Este projeto tratou o design como parte do sistema operacional, responsável por apoiar decisões rápidas sem comprometer estabilidade, rastreabilidade e integração.

O desafio
O problema não estava na interface, mas na forma como regras logísticas eram expostas.
A plataforma atendia gestores logísticos, operadores e times de negócio. Erros de cálculo, configuração ou leitura se propagavam rapidamente pela operação, agravados por integrações com ERPs e plataformas de e-commerce.
Regras importantes ficavam implícitas. Muitas decisões dependiam de conhecimento prévio de quem operava o sistema. Isso tornava a operação mais lenta, frágil e dependente de indivíduos específicos.
Decisão de produto
A decisão central foi tratar o design como infraestrutura operacional.
A interface precisava:
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reduzir leitura excessiva em contextos de pressão
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tornar regras e exceções explícitas
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diminuir dependência de conhecimento tácito
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manter consistência mesmo com múltiplas integrações
A complexidade do frete não foi abstraída. Ela foi organizada para ser lida e auditada no momento da decisão.

Trade-offs assumidos
Personalizações visuais foram limitadas para manter previsibilidade. Regras e critérios de cálculo permaneceram visíveis, mesmo quando isso tornava a interface mais direta e menos flexível.
A lógica de “caixa-preta” foi evitada. Cálculos precisavam ser compreendidos por quem operava e por quem auditava o sistema.
Restrições técnicas das integrações externas foram respeitadas. O design se ajustou ao funcionamento real da plataforma, sem criar camadas artificiais para esconder limitações.
Processo
O trabalho começou pelo entendimento do domínio logístico e das restrições da operação.
Foram analisados cenários críticos onde regras, exceções e integrações se cruzavam. Esses pontos orientaram a prototipação e as validações, sempre focadas em tomada de decisão sob pressão.
A colaboração com produto, tecnologia e liderança foi contínua. Ajustes de interface só avançavam quando refletiam o comportamento real do sistema em produção.
Papel do design
O design assumiu responsabilidade operacional.
Informações críticas passaram a ser visíveis e acionáveis. Decisões que antes exigiam experiência prévia passaram a ser apoiadas pela interface.
O produto deixou de depender de operadores experientes para funcionar corretamente. Regras, exceções e consequências passaram a estar claras nos momentos mais sensíveis da operação.
A solução
A solução reorganizou fluxos de frete para apoiar decisão, não navegação.
Regras e exceções ficaram visíveis no momento em que importavam. Os cálculos deixaram de funcionar como lógica opaca e passaram a ser apresentados de forma compreensível para operação e auditoria.
A interface passou a atuar como suporte direto à decisão logística.

Resultados
Os indicadores quantitativos são sigilosos.
Mesmo assim, efeitos práticos foram observados. Houve redução de retrabalho em decisões de frete e maior previsibilidade nos cálculos apresentados pelo sistema.
A clareza operacional facilitou integrações externas e reduziu fricções no ecossistema logístico.
Aprendizados
Em sistemas operacionais, clareza define se a operação escala ou colapsa.
Decisões de design afetam diretamente custo, velocidade e confiabilidade. Quando regras estão explícitas, a operação deixa de depender de indivíduos e passa a depender do sistema.
Design em contexto logístico exige escolhas pragmáticas, alinhadas às restrições reais do negócio.
Encerramento
Este projeto mostrou que, em produtos logísticos, design atua diretamente na eficiência operacional.
Ao tornar regras, exceções e decisões legíveis, o produto reduziu erro, aumentou previsibilidade e criou base para evolução em um ambiente de alta pressão e integração contínua.
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